EMPRESAS

No caso de cobranças para empresas, entendemos que em todas as vendas ou negócios realizados há um risco de crédito embutido no preço do produto ou serviço fornecido, e é obrigação do credor avaliar e quantificar este risco ao realizar seu fornecimento de bens ou serviços, pois este risco é parte do negócio. Ao se conceder crédito e se deparar com inadimplência, esta será resultado de uma falha na avaliação do crédito, ou aceitação de um risco que existe, mesmo podendo estar oculto ou advir de um fato fortuito. Vender ou fornecer serviços de forma saudável e economicamente sustentável significa, não só produzir e entregar um bem ou serviço a um custo menor do que a receita, mas também receber o valor correspondente no momento correto. E isto requer um cuidado especial em se conceder prazos para pagamento. Diferentemente de uma taxa condominial, em que o imóvel é garantia real do débito, nas últimas instâncias de cobrança judicial, salvo em casos muito particulares, não há garantias reais para um débito originado de venda mercantil, e consequentemente, na maior parte dos casos o devedor oferecerá uma maior resistência para quitação de seu débito, tentando por vezes, inclusive, atrelar o pagamento a um novo fornecimento, pelo credor de bens ou serviços de que necessita, e o esforço envolvido na cobrança terá que ser maior. Nestes casos o custo de atuação na cobrança será compartilhado entre o devedor e o credor, porém sempre atrelado ao sucesso em receber.